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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Qualquer madrugada

A luz invade aos poucos

a fresta da cortina

e revela o recomeço da saudade

 

traduz a emoção

das galerias paulistanas

ao findar a madrugada lenta

como a chuva rala

que ralenta o dia

 

essa luz que te transforma em sombra

ao amanhecer do dia

deixa sempre uma lembrança

frágil de que tudo existe

do lado de lá da cortina

 

e te alcançar é penetrar os umbrais

sem armas, a ermo

saboreando os momentos em que

o sentimento pule o coração

que passa a refletir a luz

invadindo a fresta da cortina

 

aí, então, a saudade

transforma-se em sonhos

que se multiplicam

em realidades infinitas

acessíveis apenas àqueles

capazes de conhecer

o fundo da tua dor

que se encontra no fundo da minha dor

e se espalha por todas as dores

e revela a eternidade de cada momento

 

nessa hora

o meu momento

é o seu momento

e eu jamais

perderia isso

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