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quarta-feira, 12 de junho de 2013

CURTINHAS


Evolução da educação

Primeiro, achamos que o caminho era dar o peixe. Depois, pensamos que não era isso e demos a vara. Descontentes, descobrimos que devíamos mesmo era ensinar a pescar. Então, poluímos o rio e matamos os peixes.

DIA DOS NAMORADOS

MUSAS

Resgatando antigas canções
que fiz em outros verões
me lembrei das várias mulheres que tive
com as quais vivenciei
momentos alegres e tristes
em tempos que trazem saudades
em relações de verdade
furtivas, fortuitas, ferozes
mulheres sadias, vadias, atrozes
mulheres gostosas
profanas, burguesas
tímidas de beleza
ardentes de pureza
mulheres, com certeza
hoje, mulheres anônimas
no rumo da minha poesia
ontem mulheres confusas
mulheres com almas de musas
motivos inspiradores de muitos poemas
escritos em rebeldia, em êxtase, nostalgia
de paixão, de raiva e de alegria
mas sempre escritos em agradecimento
por me suportar
- nem mesmo eu me aguento -
e desde sempre me ofertar
um pouco de seu momento

OBRIGADO!


Marcos Bassul - 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Três contos de Édipo

          Reproduzo abaixo três contos de Esopo, escritos há mais de vinte e oito séculos, e suas respectivas "moral da história", como era comum nas fábulas da época, que mostram o quanto a homem, com toda sua empáfia e falsa inteligência, continua o mesmo.

       



TRÊS CONTOS DE ESOPO (Grécia - Cerca de 550 a.C.)

  
AS MÃOS, OS PÉS E O VENTRE

                Cheios de inveja, os Pés e as Mãos disseram ao Ventre:
                - só você se aproveita dos nossos trabalhos, e não faz outra coisa do que receber nossos ganhos sem ajudar-nos no mínimo que seja. Portanto, escolhe uma destas duas coisas: ou encarregue-se você mesmo da sua manutenção, ou morra de fome.
                Ficou, pois, abandonado o Ventre, e não recebendo comida durante muito tempo, foi perdendo seu calor e ficou debilitado, com o que os demais membros do corpo se enfraqueceram também, foram perdendo as forças até que pouco depois todos eles morreram.

                Ninguém se basta a si mesmo para tudo.


O ASNO E O CACHORRINHO

                Vendo um Asno que seu dono acarinhava muito a um Cachorrinho, porque este vinha ao seu encontro saudando-o com mimos e caretas, disse a si mesmo:
                "Se um animal tão pequeno é tão querido do meu amo e da sua família, muito mais eles iriam agradecer meus carinhos, uma vez que eu valho mais e presto maiores serviços."
                Disso convencido, o Asno, assim que viu o amo chegar, saiu correndo e relinchando do estábulo, e entre pulos e coices pôs-se a bailar na presença do dono. Atônito o homem com tal recepção asnal começou a rir com muita vontade. E o Asno, acreditando que estava no caminho certo, se pôs a relinchar no ouvido do amo, colocou as patas em cima dos ombros dele, sujou suas vestes e tratou de lamber-lhe o rosto. Cansado o dono daquela estranha brincadeira pegou numa estaca e partiu-a nas constas do espantado Asno.

                Causas iguais às vezes têm efeitos desiguais. Geralmente, os néscios pensam agradar quando não fazem outra coisa que  causar desgosto e enfado.


O HOMEM BOM, O FALSO E OS MACACOS

                Dois homens, dos quais era Bom um e o outro Falso, viajando juntos chegaram ao país dos Macacos. O rei destes animais mandou que eles fossem detidos e trazidos a sua presença.
                - o que dizem de mim nos outros países? - perguntou-lhes.
                O homem Falso respondeu-lhe desmanchando-se em elogios, dizendo que ele parecia ser um excelente monarca, sábio e poderoso, e que sua corte estava cheia de grandes cavaleiros e valorosos capitães. O rei Macaco muito deliciou-se com tais lisonjas e ordenou que aquele homem ganhasse uma recompensa.
                Considerando o homem Bom que o Falso conseguira mercês do monarca dizendo mentiras, acreditou o infeliz que seria ainda mais premiado se dissesse a verdade. E em seguida, perguntado pelo rei o que achava dele e dos que o rodeavam, o Bom respondeu sinceramente:
                -Não sois todos nem mais nem menos do que macacos.
                Indignado, o soberano mandou que tirassem a vida do homem Bom.

                Assim caminha o mundo comum. Quem ama ser lisonjeado não aprecia a verdade.



                Compilados do excelente livro Os 100 Melhores Contos de Humor da Literatura Universal, de Flávio Moreira da Costa (org.).




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Curtinhas

Noite passada, após ter assistido pela TV as novas imagens do Maracanã, com suas instalações internas e camarotes "de muita categoria", me vi em em um país onde os estádios eram as escolas, os jogadores eram os alunos e professores, e as pelejas eram torneios de soletração, campeonatos de alfabetização, rinhas Rap, disputas ferrenhas de matemática, mundiais de literatura etc. e nossas escolas eram como o Maracanã.
Acordei ao cair da cama!