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Memorial da Formação Profissional (escrito durante o curso de especialização em Linguagens e Códigos)

Tudo começou na escola, da qual, em remotas épocas, não trago muitas lembranças. Lembro sim da primeira professora particular que visitava duas vezes por semana, depois de subir a ladeira do condomínio onde morava em Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Não lembro seu nome, nem seu rosto, mas lembro da dedicação e do carinho que me dedicava quando, ainda criança, iniciava meu trajeto acadêmico. Lembro das histórias em quadrinhos, que lia afoitamente, nas quais, em meio a scrash’s, punt’s e sock’s, aprendi a ler. Lembro de algumas poucas referências de onde estudei quando criança, várias escolas, escolas públicas, uniformes, alguns com gravata, calça de linho e sapatos pretos; provas teóricas e trabalhos pesquisados em enciclopédias e recortes de revistas colados em folhas de papel. Lembro dos lápis com borracha na ponta e da felicidade de comprar uma lapiseira e uma caneta tinteiro. Lembro de saber que minha mãe, antes de se casar, era professora. Lembro do primeiro curso de datilografia...

CURTINHAS

Em cortejos fúnebres é muito melhor estar atrás do que na frente. Quem vai na frente ou é o próprio ou é parente.

CURTINHAS

Evolução da educação Primeiro, achamos que o caminho era dar o peixe. Depois, pensamos que não era isso e demos a vara. Descontentes, descobrimos que devíamos mesmo era ensinar a pescar. Então, poluímos o rio e matamos os peixes.

DIA DOS NAMORADOS

MUSAS Resgatando antigas canções que fiz em outros verões me lembrei das várias mulheres que tive com as quais vivenciei momentos alegres e tristes em tempos que trazem saudades em relações de verdade furtivas, fortuitas, ferozes mulheres sadias, vadias, atrozes mulheres gostosas profanas, burguesas tímidas de beleza ardentes de pureza mulheres, com certeza hoje, mulheres anônimas no rumo da minha poesia ontem mulheres confusas mulheres com almas de musas motivos inspiradores de muitos poemas escritos em rebeldia, em êxtase, nostalgia de paixão, de raiva e de alegria mas sempre escritos em agradecimento por me suportar - nem mesmo eu me aguento - e desde sempre me ofertar um pouco de seu momento OBRIGADO! Marcos Bassul - 2013

Três contos de Édipo

          Reproduzo abaixo três contos de Esopo, escritos há mais de vinte e oito séculos, e suas respectivas "moral da história", como era comum nas fábulas da época, que mostram o quanto a homem, com toda sua empáfia e falsa inteligência, continua o mesmo.         TRÊS CONTOS DE ESOPO (Grécia - Cerca de 550 a.C.)     AS MÃOS, OS PÉS E O VENTRE                 Cheios de inveja, os Pés e as Mãos disseram ao Ventre:                 - só você se aproveita dos nossos trabalhos, e não faz outra coisa do que receber nossos ganhos sem ajudar-nos no mínimo que seja. Portanto, escolhe uma destas duas coisas: ou encarregue-se você mesmo da sua manutenção, ou morra de fome.                 Ficou, pois...

O Valioso Tempo dos Maduros

     "Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

CURTINHAS

Poluição Sonora Sempre fui um sujeito totalmente contrário à propaganda em carros de som. Acho uma forma abusiva, já que nem mesmo tapando os ouvidos conseguimos ficar alheios ao que sai da boca dos outros. Sem contar que não há nenhum tipo de regulamentação que proteja, por exemplo, os seus filhos de escutarem o que quer que venha na cabeça dos que produzem os textos. Suponha que um sujeito resolva liquidar um estoque de armas de brinquedo e saia por aí divulgando em carros de som. Imagino que grande parte dos pais e da sociedade em geral não ia gostar disso. Mas esse é só um ponto. Também há o incômodo, a invasão sonora, sem refino, sem cuidado, muitas vezes cheia de ruídos, “carro da pamonha”, “carro da melancia”, “carro do gás”, “carro das panelas”, “carro do abacaxi”, e por aí vai, fora os que divulgam tudo aquilo que lhes pagam para divulgar, despejando uma infinidade de produtos de uma infinidade de estabelecimentos que até confundem àqueles que escutam. Hoje pela manh...